Como contar histórias? - Métodos
Ao escolher um método, comece por analizar a história e qual o seu objetivo. Em geral use:Narração: quando a história tem um enredo simples e elementos familiares.Participação ou cantos: quando você tem partes que se repetem freqüentemente e/ou frases engraçadas.Material visual: quando a história for complicada ou contiver elementos desconhecidos. Histórias caracterizadas: teatro, fantasias ou um único boneco. Quando o envolvimento ou o teatro ajudam a enfatizar a mensagem da história ou para facilitar a expressão de sentimentos e pensamentos interiores.Dramatização: quando se quer ilustrar uma aplicação da mensagem ou se tem muitos personagens de igual importância.
Outras possibilidades são:
· Ler a história diretamente para as crianças. Ao se preparar leia a história diversas vezes e pelo menos uma vez em voz alta. Ao ler para as crianças seja tão animado como se estivesse contando-a; leia devagar e olhe nos olhos das crianças.
· "Vamos fazer de conta" muito bom para explorar atos e suas conseqüências.
· Contar uma experiência; algo que aconteceu a você, e de preferência que não te coloque como um "bom" exemplo.
· Discussão / perguntas e repostas (melhor com crianças mais velhas); lembre-se que uma história bíblica não é uma palestra.
Métodos Envolventes:
· História participativa. Como quando um mágico usa alguém da platéia.Em geral nós guardamos 60% do que fazemos, 30% do que apenas vemos e apenas 10% do que apenas escutamos.
· Coros, cantos e histórias com eco. O professor combina com as crianças uma frase ou atitude à qual elas devem responder com uma palavra ou gesto específico. Ou faça com que as crianças criem os efeitos sonoros de acordo com a história sempre que você indicar. É impressionante a quantidade de coisas que eles memorizam assim.
· Pantomima: É especialmente eficaz com grupos pequenos de crianças menores, em que eles "participam" na história ao representar.
· Teatralizando: apos contar rápida e resumidamente a história deixe as crianças se tornarem os personagens.
· Jogo de personificação: cada criança assume um personagem e deve reagir às situações que você apresenta.
Métodos visuais:· Histórias em seqüência: a medida que a história evolui, use uma série de figuras para ilustrá-la. Livros de colorir são boas fontes de material; Cuidado com: temporização (para que as figuras não sejam apresentadas antes do fato), controle o interesse do grupo e não distraia a atenção deles dos pontos importantes.
· Quadros de Figuras ou palavras: A chave aqui é o elemento surpresa (o que será acrescentando depois?) · Figuras misteriosas: a medida que a história é contada vá desenhando uma série de linhas e formas sem sentido até que as linhas se formem objetos reconhecidos que dão ênfase a partes da história. (Simplifique o trabalho fazendo os traços a lápis, bem claro, antes. Certifique-se que o quadro e o desenho são grandes o suficiente para ser vistos por todos. Falar e desenhar ao mesmo tempo é mais complicado que parece; conheça bem a história e pratique antes). · Acrósticos: podem ser usados durante a lição preenchendo com as palavras no correr da história. (ex. escreva JESUS no quadro; a medida que a história continua escreva: José no J de Jesus, Esteve no E de Jesus, etc... · Flanelógrafo: Muito útil se a seqüência, movimento e relacionamentos são importantes para a história. Métodos visuais são especialmente importantes se objetos desconhecidos são parte da história. Às vezes é melhor apresentar os objetos antes da história para evitar confusão durante a narrativa.Outros métodos visuais incluem modelagem, dobraduras, quadros de giz, mapas.
Métodos dramáticos: Ao contar uma história, lembre-se que suas expressões faciais e gestos são tão importantes como o tom e o som da sua voz. Aprenda a exagerar emoções, desenvolva diferentes vozes e personalidades, conte histórias em "bumerangue", isto é você dialoga com você mesmo. · História narrativa. O professor assume a postura de observador / testemunha, até as vezes usando uma fantasia. Ajude as crianças a "estar lá" com você, ver através dos seus olhos. · Esquetes ou quadros vivos. A história toda ou partes são encenadas. · Entrevista: onde o professor entrevista um personagem convidado (requer 2 pessoas ou você e 1 boneco).
Bonecos e fantoches. Existem diversos tipos de fantoches. Os mais simples podem ser feitos a partir de uma meia ou saco de papel ou simplesmente recortando silhuetas e colando-as a palitos de picolé. Cada fantoche deve ter uma personalidade clara (ex. nervoso, tímido, orgulhoso.. ) e também uma voz que não devem mudar durante a história.Não use fantoches apenas para narrar a história; converse com o boneco ou faça com que atuem.Tome cuidado ao usar fantoches em um teatro, para que eles não caiam da cena, a medida que seus braços cansem e para que sua voz alcance a platéia. Cuidado com movimentos fora de sincronia, diálogos muito complexos e excesso de objetos e cenários. Mantenha contato visual (olhar) entre os fantoches e entre fantoches e crianças.
Cuidados gerais:Atente para moralização: Nós estamos tentando comunicar o amor de Deus para pecadores e não morais ou "faças" e "não faças". Não confunda o evangelho com a sabedoria da idade ou conselhos paternais. Atente para possíveis erros de interpretação dos objetivos da lição. Cuide para não pegar as histórias literalmente ou carregá-las com outras conotações em detrimento da mensagem.
Cuidado com os Gestos - Dicas:· Não fique muito tempo na mesma posição; "o ideal é se movimentar a cada 5 ou 6 minutos para não perder a atenção dos alunos".
· Aproxime-se dos alunos, assim, eles se sentem importantes, prestam mais atenção e são instigados a participar. · Utilize as mãos, elas são importante elemento na comunicação. Braços cruzados demonstram desinteresse e que você está fechado.
· Mas, não gesticule demais, sob o risco de virar um bobo-alegre. · Saiba ouvir! Ouça com atenção e demonstre que você está acompanhando. · "Os olhos são os principais responsáveis pela expressão do rosto. Através deles, você conversa com os alunos, percebe um sorriso, uma fisionomia alegre, triste, de dúvida ou de distância". Evite falar enquanto escreve no quadro-negro, olhe diretamente para as crianças, olho no olho e articule bem as palavras. · "O sucesso do trabalho depende da coerência entre o pensar, o sentir e o expressar", conclui Marília Marinho, professora de Psicodrama da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Posturas que você deve evitar:
· O animal enjaulado: Você fica andando de um lado para o outro? Os alunos contam seus passos, mas o conteúdo da aula.
· A muralha:Sentado atrás da mesa, com pilhas de livros à sua frente, sua voz não chega bem aos alunos e você não tem espaço para movimentar-se (expressão corporal)
· O italiano:Usa demais os gestos e atrapalha as palavras. Muito emotivo e pouco prático
· O cofre:Braços cruzados, expressão cansada ou crítica, você não se abre para a classe. O distanciamento dificulta a aprendizagem
· O juiz:Não sabe ouvir sem emitir opinião. Os olhos e a boca trancada o denunciam.
· O costa:Escreve na lousa e fala ao mesmo tempo. Só você mesmo entende a explicação.
Dicas para melhorar a motivação em sala de aula. - Dicas: Estabeleça metas individuais. Isso permite que os alunos desenvolvam seu próprio critério de sucesso. Emoções positivas melhoram a motivação. Se você pode tornar alguma coisa engraçada ou emocionante, sua turma tende a aprender muito mais. Demonstre por meio de suas ações que o aprendizado pode ser agradável. Desperte na criança o desejo de aprender. Dê atenção. Mostre ao aluno que você se importa com o progresso dele. Ser indiferente a uma criança é um poderoso desmotivador. Negocie regras para o desenvolvimento do trabalho. Mostre como o conteúdo pode ser aplicado na vida real. Explique sempre os objetivos da atividade. Em vez de recriminar respostas ou atitudes erradas, reconheça o trabalho bem-feito. Sempre que possível ofereça opções de atividades. Seja flexível ao ensinar. Apresente exemplos para estimular a reflexão. Use recursos visuais, como desenhos, fotos, gráficos, objetos.
Pesquisa com pais e professores: Em geral no fim do ano a gente começa a se preocupar e planejar o ano seguinte.Diversas perguntas passam pela cabeça de professores e coordenadores: Vamos manter o mesmo material didático? Livro do professor, revistas, flanelógrafo, fantoches, etc...? Quais são as datas especiais? O que vamos fazer com as crianças em cada data comemorativa da igreja?Mas, antes de mais nada, seria proveitoso saber se o que foi feito no ano que está acabando foi eficaz! Calma, não é o caso de aplicar prova às crianças! Mas, você pode perguntar a elas: O que você mais gostou de fazer este ano na ED / CI?
O que foi ruim na nossa ED / CI? Que brincadeiras / atividades você gosta de fazer?
Qual história / tema ainda se lembram?E outras que sejam relevantes.
Aos pais, você poderia perguntar:Quando chegam em casa, as crianças sabem a história daquele dia? Elas contam espontaneamente o que fizeram, ou vocês, pais, tem que perguntar?Elas lembram o versículo memorizado no domingo durante a semana?Alguma das atividades deste ano ainda é lembrada até hoje pelas crianças?
Ao se aproximar o domingo, qual a reação dos seus filhos? Vontade e alegria de ir a igreja ou desânimo?O Culto Infantil está te ajudando como pai/mãe a ensinar a seus filhos sobre Deus?O que seus filhos mais gostam do Culto Infantil? Quais as reclamações dos seus filhos?Você, como pai, tem alguma sugestão ou crítica? E outras que sejam relevantes. Aos professores também é bom perguntar: Quão fácil foi de trabalhar com o material escolhido? Quais das atividades eles mais gostaram ao longo do ano? Quais atividades não deram bom resultado? Que ajuda eles acham que precisam para melhorar suas aulas? Se eles conhecem algum outro livro que possam sugerir para o próximo ano? E outras perguntas que sejam relevantes.
Ao se preparar para o novo ano, leve em consideração as respostas e consulte também a Deus em oração! Ele terá sempre as respostas corretas.
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